Taxol na veia – O que você precisa saber sobre os efeitos colaterais da quimioterapia branca

Muitas pessoas, especialmente as amigas de destino, têm me perguntado sobre os efeitos colaterais do taxol.

Costumo dizer que os efeitos colaterais da quimioterapia branca, são muito pessoais mas existem alguns que são comuns a todos que fazem.

Porém, para todo o problema sempre há uma solução.

Então, fui administrando cada efeito colateral da melhor maneira possível, visando o máximo de qualidade de vida durante o tratamento.

Afinal, no meu protocolo, além dos 4 ciclos da quimioterapia vermelha, fiz 12 ciclos de taxol semanais (três meses de tratamento só com essa droga).

Não precisamos parar a vida enquanto estamos em tratamento. Até por que a quimioterapia branca debilita bem menos que a vermelha.

 EFEITOS COLATERAIS MAIS COMUNS DO TAXOL

O taxol é uma droga altamente tóxica, e ele arde mais que a quimioterapia vermelha quando entra na corrente sanguínea, especialmente porque não tenho cateter.

Então, o meu TOP enfermeiro Anderson, que acertava sempre as minhas veias de primeira, colocava o taxol para correr junto com soro. O soro “dilui” o taxol, e por conta disso, diminui bastante a ardência e queimação.

 
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DICAS

Outra dica que eu dou, é beber muuuuuuuuuuita água no dia da quimioterapia.

Porque já durante o ciclo, uns trinta minutos depois que o taxol começa a circular na corrente sanguínea, a boca seca e a garganta também, chegava a ter um pigarro, às vezes uma tosse seca que não tem água que hidrate.

Eu observei que quando bebia mais água pela manhã, esse incômodo era menor durante a quimioterapia.

Aliás, a água é uma excelente aliada para ajudar a reduzir os efeitos colaterais da quimioterapia.

Eu bebia  pelo menos quatro litros por dia, desde que comecei o tratamento. E esse é um hábito adquirido que consegui levar comigo mesmo depois do tratamento.

Durante a quimio, os corticóides que eles aplicam contra enjôos e reações alérgicas me deixavam meio doidona… Rsrsrsrs

A visão ficava meio embaçada, ficava grogue e até para falar tinha dificuldade, parecia que tinha ido ao dentista e tomado uma anestesia cavalar.

Também sentia um sono absurdo, quase sempre dormia durante o ciclo, que levava em torno de duas horas. É bom que a “sofrência” passava mais rápido.

Quando chegava em casa, tinha uma fome de leão e comia horrores mesmo sem sentir o paladar dos alimentos. E depois de comer feito gente grande, continuava com fome. rsrsrs

Em compensação, depois que o efeito dos corticóides passava, ficava agitada e não conseguia dormir.

O meu onco me receitou um remedinho tarja preta. Mas não quis tomar, já são tantas drogas que meu organismo estava recebendo, que tentei ao máximo, não intoxicá-lo ainda mais.

Então preferi, tomar um suco de maracujá (da fruta) bem forte e um chazinho para dar uma acalmada nos ânimos.

No começo ficava fritando na cama. Depois, aprendi a não lutar  mais contra a falta de sono. Aproveitava para ler um bom livro ou escrever. Dois hábitos que eu havia perdido e readquiri desde que comecei o tratamento.

Nesse período, eu comecei a meditar e isso também me ajudou muito!

No dia seguinte ao ciclo, acordava (quando dormia umas horinhas) super agitada.

Me sentia  ligada no 220v. Mas não era só agitação, ficava eufórica mesmo. Ficava  tagarela. Cantava o dia todo…e mal….rsrsrsrsrs
 

 

Mas dois ou três dias depois, vem a rebordosa:
Dores nas articulações, especialmente joelhos e tornozelos, pés e mãos (a tal da neuropatia periférica) e urticária (coceira nas mãos, pés e braços).

E se não tomasse remédio me coçava tanto que ficava cheia de calombos, como se tivesse sido atacada por uma nuvem de mosquitos.

Mas todos esses efeitos dão para administrar com remédio. Embora, eu evitasse ao máximo, porque ficava muito lerda com os antialérgicos e remédio para a dor, que são muito fortes.

A prática de atividade física, até mesmo uma simples caminhada ajuda a amenizar as dores e o inchaço, que de todos os efeitos é o que menos incomoda.

Outra coisa chata é a mudança de humor. Eu tenho me sentido meio bipolar.

Depois dessa euforia, fico meio “deprê”, um pouco melancólica. Pareço que estou na TPM. O problema é que fico assim semanalmente… Rsrsrs.

Essa instabilidade emocional é realmente mais complicada de administrar. Mas o importante é saber que quando o tratamento acabar, ela vai passar também .

A boa notícia é que os enjoos e a fadiga oncológica que eram os efeitos colaterais mais fortes que sentia na quimioterapia vermelha não existem mais.

Voltei até a fazer SUP (stand up paddle). Então no mais, dentro do possível, vida normal.
taxol
 

* Lembre-se que você não precisa passar por isso sozinha.

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Vamos juntas!

taxol


141 Comentários


  1. minhas unhas descolaram muito pouco. Mas também senti dificuldade em engolir por conta da rádio. bebia líquidos pra não deixar de me alimentar. bjs


  2. E quanto as unhas depois da quimio estao descolando e quase caindo e a radio que eu tenho dor de garganta e nao consigo engolir


  3. Eu comecei o tratamento para um câncer de INTESTINO em como vc falou muito debilitada


  4. Boa noite a quimioterapia branca semanal ,deixa as veias fracas ?


  5. Oi Ricardo, a quimioterapia mexe muito com o nosso organismo mesmo, e faz a gente se sentir ainda mais doente. Mas confie no oncologista. Sei o quanto esse momento é tenso, mas penso que o melhor é não se ligar muito nas taxas dos exames. Me lembro que sempre que fazia meus exames durante a quimio ficava apavorada com as taxas dos meus exames. Entrava no consultório me sentindo bem e saía me sentindo mal, prostrada, etc.
    Então, acredito que o melhor é acompanhar, mas sem neuras … Tentar levar uma vida o mais normal possível.

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