Quimioterapia branca e vermelha: entenda as suas principais diferenças

Você sabe a diferença entre a quimioterapia branca e vermelha? Enquanto atravessava meu próprio tratamento, descobri a importância de compreender as nuances da quimioterapia, especialmente as distinções entre os tipos branca e vermelha. 

Esses termos surgem frequentemente por pacientes oncológicos para facilitar a identificação dos medicamentos que têm nomes complicadíssimos , mas entender as diferenças entre eles pode fazer toda a diferença no entendimento do tratamento.

O que é a quimioterapia?

A quimioterapia é um tratamento para o câncer que utiliza medicamentos poderosos para tentar destruir o maior número de células cancerígenas possível.

 

Ela pode ser administrada de diferentes formas, com comprimidos, injeções ou infusões, e pode variar em termos de frequência e duração, dependendo do estágio do câncer. A abordagem também varia: a combinação de remédios quimioterápicos e dosagens é feita de acordo com o paciente, seu tipo de câncer, estágio da doença e outras características individuais.

 

Como os remédios entram na corrente sanguínea, se espalhando pelo organismo, acabam atingindo algumas células boas no processo, desencadeando os temidos efeitos colaterais, mas isso não deve ser motivo pra você entrar em pânico, afinal, células saudáveis se regeneram. Faz parte do processo. 

 

Além disso, com a minha própria experiência quando estava em tratamento. E, atualmente, nos meus acompanhamentos individuais e em grupo, percebo que podemos minimizar e até mesmo eliminar a maioria dos efeitos colaterais com alimentação e o que chamo de hábitos anticâncer. 

 

A quimioterapia pode ser usada como tratamento principal, complementar ou adjuvante, muitas vezes em combinação com outras terapias, como cirurgia ou radioterapia.

 

Quanto aos efeitos colaterais, estes podem variar de acordo com os medicamentos utilizados e tipo de quimioterapia (que vou falar mais a seguir) mas frequentemente incluem náuseas, fadiga e a temida queda de cabelo.

 

Quando os efeitos são muito intensos, o profissional oncologista pede por uma interrupção de duas até três semanas nas sessões, para que o paciente possa se recuperar. Mas conforme, já falei, dá para você evitar chegar a esse ponto, ok?

 

Por mais que gere aquele frio na barriga, essa abordagem terapêutica tem sido fundamental no tratamento de diversos tipos de câncer, contribuindo para taxas de sobrevivência e qualidade de vida melhores para muitos pacientes.

mulher mascando chiclete com medo de quimioterapia branca e vermelha
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Quais são as semelhanças entre a quimioterapia branca e a quimioterapia vermelha?

Os dois tipos de quimioterapia têm como objetivo combater as células cancerígenas por meio de medicação, impedindo sua reprodução e crescimento. 

 

Muita gente tem medo do nome quimioterapia vermelha por achar que a cor remete a uma intensidade maior, mas isso não é verdade. O nome apenas faz referência a cor avermelhada do medicamento.

 

Quimioterapia branca e vermelha é uma forma popular de se referir a variação dessas medicações, assim como laranja, azul etc. Mas por enquanto vamos falar das principais.

 

A quimioterapia branca e a quimioterapia vermelha são indicadas para uma variedade de tipos de câncer como câncer de mama, de estômago, de bexiga, de ovário, de útero, pulmão, sarcomas, carcinoma tímico, leucemias e linfomas.

 

Além disso, ambas as modalidades podem resultar em efeitos colaterais parecidos devido à natureza dos agentes quimioterápicos utilizados. No entanto, é importante ressaltar que a intensidade e a manifestação desses efeitos podem variar de pessoa para pessoa, dependendo da dosagem, tipo de medicamento e resposta individual de cada organismo ao tratamento.

 

As quimioterapias podem ser administradas em diferentes estágios do câncer, dependendo do tipo de tumor e das necessidades terapêuticas de cada paciente.

 

É comum que as duas abordagens sejam combinadas. Um tratamento pode incluir, por exemplo, 3 ciclos de quimioterapia branca e 2 ciclos de quimioterapia vermelha. Havendo pausas entre os ciclos.

 

Contando da minha experiência pessoal, eu fiquei frustrada por não conseguir realizar nenhum ciclo da quimio em três semanas. Foi quando meu médico, percebendo o meu estresse, explicou que 21 dias é o mínimo para a adaptação do corpo e que embora eu tivesse que continuar as sessões.

 

Meu ciclo precisou ser a cada 28 dias, mas ao menos eu não estava passando mal, meus sintomas eram leves e consegui manter a qualidade de vida.

 

Foram 4 ciclos de quimio vermelha e 12 ciclos semanais de taxol (quimioterapia branca).

 

paciente hospitalar frustrado
Tenha paciência!

 

Quais são as diferenças entre a quimioterapia branca e a quimioterapia vermelha?

Enquanto a quimioterapia branca é formada por diversos medicamentos sem cor (não, não são brancos), como taxanos, gencitabina, vinorelbina e ciclofosfamida; a quimioterapia vermelha é composta pelas medicações antraciclinas que possuem cor avermelhada.

 

Embora a quimioterapia ofereça uma variedade de medicações, a quimioterapia vermelha é apenas via venosa. Os efeitos colaterais variam um pouco. 

 

Na quimioterapia branca os principais efeitos são dores nas articulações, pele ressecada, queda de cabelo, diarreia, náuseas e vômitos, insônia.

 

Na quimioterapia vermelha, a intensidade da fadiga costuma ser maior. E além dos enjôos, inflamações na boca são comuns. É possível que seu xixi fique um pouco vermelho por causa da coloração dos remédios.

 

Mas, de novo: cada corpo reage à sua maneira.

 

O que define qual dos tipos de quimioterapia é mais indicado para uma situação?

A escolha entre quimioterapia branca e vermelha depende de vários fatores, incluindo o tipo de câncer, o estágio da doença, a saúde geral do paciente e as respostas de cada indivíduo aos medicamentos.

 

É uma decisão cuidadosamente tomada pela equipe médica, levando em consideração diversos aspectos para garantir o tratamento mais eficaz e seguro para cada paciente.

 

Por exemplo, a quimioterapia branca pode ser preferida em situações em que a administração ambulatorial é viável e quando os medicamentos específicos usados neste tipo de tratamento são considerados mais adequados para o tipo de câncer em questão.

 

A individualização do tratamento é essencial para garantir a eficácia do tratamento e minimizar os efeitos colaterais. Portanto, a determinação do tipo de quimioterapia a ser empregado é realizada com base em uma avaliação completa das características clínicas e biológicas de cada paciente, sempre visando a melhor resposta terapêutica com o menor impacto possível na qualidade de vida.

macaco colocando outro macaco em maca para quimioterapia vermelha
Cada paciente é diferente, com necessidades diferentes!

 

Compreender as diferenças entre a quimioterapia branca e vermelha é um passo importante para compreender o plano de tratamento proposto e participar do processo de cura. 

 

Esse entendimento também pode auxiliar na preparação para os possíveis efeitos colaterais e no suporte durante o tratamento, tornando uma jornada mais esclarecedora e gerenciável.

 

Eu recomendo que durante as sessões de quimioterapia branca e quimioterapia vermelha (e na vida!), você se alimente bem. De preferência com comida fresca e orgânica. Uma boa nutrição é fundamental para ajudar a passar por esse processo com mais leveza. Você pode ler um pouco sobre a minha dieta anticâncer com base na alimentação alcalina aqui.

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