E se você se sentisse bonita mesmo estando careca e loira?

E minha careca saiu do modo”ovo” e retornou para o modo “kiwi”. Mas a história não pára por aí… Não satisfeita, fiquei careca e loira…rsrsrs
Depois que acabaram os ciclos da quimioterapia vermelha, eu tive um intervalo de 4 semanas para iniciar os 12 ciclos de taxol (quimioterapia branca) . Então , nesse intervalo seu corpo tem um descanso… É quando os cabelos voltam a crescer…
Continue lendo o post para descobrir como consegui a proeza de me tornar careca e loira ao mesmo tempo!
No começo curti a minha carequinha ficando cabeluda e tirava várias fotos para acompanhar o crescimento.

 

 

E fiz piada com os meus fiapinhos.

Mas por conta do taxol, eles nasceram  ralos e fininhos, tipo cabelo de bebê. Então, comecei a não gostar mais deles. Achei que eu estava com cara de passarinho recém-nascido. Vocês não acham?  rsrsrsrs


Liguei para o meu oncologista e pedi para descolorir os meus cabelos. Na verdade, como homem não entende nada de tratamentos estéticos, me aproveitei da situação e perguntei se poderia pintar, sem explicar que química usaria. Estava certa de que levaria um não. Mas não é que ele disse sim?!!! 

No dia que eu clareei os meus toquinhos. Foi quase um evento social. E me senti linda e loira. Rsrsrsrs



É que o cabelo mais claro disfarça melhor as falhas. Então, adotei esse look durante todo o verão. 


Engraçado eram algumas mulheres na rua me perguntando qual a máquina eu tinha passado, ou a cor da tinta. Não falava nada sobre a doença para não constrangê-las. Não tenho o menor problema em falar sobre o câncer. Mas no geral, as pessoas ficam muito constrangidas e pouco à vontade com o assunto. 

Meus 12 ciclos de taxol foram semanais e duraram 3 meses, então meus cabelos continuaram a crescer e tive até que retocar a raiz! Que alegria!!!! 

E com o segundo retoque, vieram os tic-tacs…
Muitas mulheres que também estavam em tratamento se admiravam com o fato deu ter cabelo, mesmo que ralos, fazendo uso do taxol. Não tenho explicação para isso, mas creio que a alimentação que fiz, influenciou muito para isso.
Descobri recentemente que o gengibre fortalece e faz nascer cabelo. E tomei suco com gengibre todos os dias durante o tratamento. (ver receita do suco levanta defunto)
Outra coisa que me perguntam muito é  sobre se é permitido pintar os cabelos durante a quimioterapia, ou usar qualquer outra química. Bem, tudo vai depender do seu estado clínico e de como está a sua imunidade e a única pessoa que pode te avaliar e liberar ou não é o oncologista.
No entanto, quimioterapia é sempre quimioterapia. A partir do sexto ciclo, meus cabelos começaram a cair novamente. Não com a mesma intensidade, da quimio vermelha. Mas eles foram caindo. A cada semana, caía mais um pouco.
E no último ciclo eles já não tinham o mesmo volume do início do tratamento. Olha como eles ficaram! 

 

 


E voltei a me sentir novamente um passarinho recém nascido, mas desta vez, loiro…kkkkk

 
Então, quando a minha quimio terminou decidi que rasparia novamente os cabelos, para que meus cabelinhos nasçam novamente  fortes e sem química.
Sou grata por minhas penugens que me acompanharam durante o verão. E me protegeram um pouco de olhares curiosos e de pena. Se bem, que não dá para escapar totalmente, né?
Mas depois de oito meses de tratamento, a gente fica descolado. Volta e meia, quando percebia um olhar muito insistente, abria logo um sorrisão e perguntava: Tudo bem? E a pessoa desconcertada, disfarçava.  Isso funciona que é uma maravilha…rsrsrs
Enfim, decidi raspar inclusive por que a textura do cabelo que nasceu durante a quimio era estranha. É um cabelo muito seco, e descolorido disfarçava as falhas, mas em compensação, parecia espiga de milho!
E depois que a gente desapega do cabelo, não tem problema nenhum em ficar careca novamente. Quem fica uma vez, pode perfeitamente ficar duas, sem traumas!
Estou renascendo …E ver meu cabelo voltar depois desses 8 meses de carequice faz parte desse processo. Sentir eles nascendo e crescendo está sendo incrível!!