“Espero que outras pessoas também vejam o câncer como uma forma de melhorar a vida ” Natalí de Paula

Hoje estou muito feliz em  compartilhar a história de superação da Natalí, uma amiga de destino que teve câncer de mama triplo negativo com apenas 30 anos.

Mas, ela como toda vitoriosa, também não se dobrou à doença. Pelo contrário, também tem aprendido muito nesse período…

Tem aprendido que receber e aceitar ajuda faz parte da vida.

Que aceitar e não se revoltar é uma questão de humildade. Afinal, não somos diferentes, nem melhores, nem piores.

Tem aprendido a se reinventar como mulher, criando novos visuais e se divertindo com suas diversas perucas. Mesmo em meio ao tratamento Natali também não abriu mão da sua vaidade e de se sentir bonita. E dessa forma, tem encarado o tratamento com otimismo.

E minha amiga de destino, tem aprendido, principalmente, que o Câncer pode sim, ser uma oportunidade de crescimento pessoal.

Quem encara o câncer com determinação e positividade certamente já o venceu. Mesmo ainda em tratamento, Natalí já se tornou muito maior que a doença. E não há vitória maior!

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Meu nome é Natalí de Paula, tenho 30 anos e resido em São José dos Campos/SP.

Em outubro/2015 descobri um Câncer de mama triplo negativo, do qual estou em tratamento, passei por 4 quimioterapias vermelhas, 22 injeções de granulokine, 8/12 das quimios brancas, 5 injeções de zoladex e ainda tenho a cirurgia e radioterapia pela frente.

O caminho é longo, mas nunca mais pesado do que podemos aguentar

No começo foi difícil, tinha 2 trabalhos, durante o dia em uma empresa e a noite como professora de supletivo, me exercitava no crossfit, corria, participava de tudo e estava em todas, sempre ajudava aos outros.

Quando me vi na condição de parar tudo e ser ajudada, obrigada a parar mesmo, não entendia o porquê de passar por isso, relutei, mas nunca me revoltei contra isso, porque não sou diferente de outras pessoas.

Perder o cabelo não foi fácil, mas quando estamos em tratamento vemos tantas coisas ruins e o cabelo se torna o menor dos problemas, para isso eu superei usando perucas, não me adaptei aos lenços, porque já uso óculos e me sentia como uma “árvore de natal” cheia de informação colorida no rosto.

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Usando perucas, vejo a possibilidade de cada dia ser e me sentir esteticamente diferente, linda com todos os estilos.  Sinceramente me sinto o máximo realmente, isso me ajuda a enfrentar também esse tratamento de forma muito positiva.

E com a certeza de que é mais uma etapa da minha vida, que todos ou melhor qualquer um, certo dia poderão passar. Logo estarei curada e quando olhar para trás, vou relembrar desses momentos não com tristeza, mas sim de luta e superação, porque a minha fé, alegria, autoconfiança e esperança são radiantes! Sou sol, mesmo ao meio de tempestades…

Espero que outras pessoas também vejam o câncer como uma forma de melhorar a vida e valorizar o que realmente vale a pena, pois até nisso ele veio para me mostrar o que estava errado, desde as coisas mais simples até as amizades mais verdadeiras e a ver também que há muita gente boa por aí, não só pessoas maldosas…

Ah, ele também te abre os olhos para aqueles que um dia pensamos ser para sempre e não eram, ele limpa sua vida de forma positiva. Um beijo!

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10 Comentários


  1. Tenho lido seus textos…tenho gostado muito, estou passando por um retorno de um câncer. . Então da primeira vez eu via tudo de uma outra forma, agora naum, estou com mais idade, e muitos medos me rodeiam. Comecei a fazer a quimioterapia…(do primeiro só fiz rádio e a braqui) e não é tão fácil encarar…mas com fé e a força estou vencendo cada dia uma batalha.
    Daise


  2. Oi Natalí,
    faço praticamente tudo com o braço operado. Vida normal. Só não dá pra fazer esportes que causam impacto com os braços, tipo lutas. mas o resto dá de boa!


  3. Oi querida! zapeando pela net achei o seu blog e gostei muito. Me identifiquei bastante pois assim como vc eu tb gostava de praticar esportes e levar uma vida o mais saudável possível, por esse motivo foi mais difícil aceitar esse terrível diagnóstico pois me achava imune ao câncer. Como vc, tb fiz esvaziamento axilar, me conta como vc faz para praticar exercícios e não comprometer o braço que foi feito o esvaziamento?


  4. Gastei muito do relato sobre a radioterapia. Vou começar e não tinha noção do que me espera.

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